Declaração ocorre após investigações apontarem rombo bilionário e pressão por capitalização urgente
Economia

Presidente do BRB garante que banco não vai quebrar em meio à crise

Declaração ocorre após investigações apontarem rombo bilionário e pressão por capitalização urgente

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Cirino

15 de abr. de 2026, 17:13 · 3 min

Atualizado em 15 de abr. de 2026, 20:16

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O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson de Souza, afirmou que a instituição “não vai quebrar”, tentando conter a desconfiança do mercado. A declaração ocorre em meio a uma crise envolvendo bilhões de reais e pressão por um plano de socorro financeiro.

Presidente tenta acalmar mercado e investidores

Durante participação em evento em Brasília, Nelson de Souza garantiu que o banco seguirá operando normalmente.

A fala ocorre após rumores sobre a saúde financeira da instituição, que se intensificaram nas últimas semanas com o avanço das investigações.

Investigações revelam operações suspeitas bilionárias

A crise teve início após apurações da Polícia Federal envolvendo negócios do banco com o Banco Master.

Segundo investigações, o BRB comprou R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consideradas fraudulentas. No total, cerca de R$ 16,7 bilhões foram transferidos ao grupo entre 2024 e 2025.

Ministério Público aponta irregularidades graves

De acordo com o Ministério Público Federal, as operações podem ter envolvido irregularidades e violação de normas.

Além disso, há suspeitas de favorecimento nas negociações, o que aumentou a pressão sobre a gestão do banco e autoridades do Distrito Federal.

Governo busca aporte bilionário para salvar banco

Diante do cenário, o Governo do Distrito Federal tenta viabilizar um aporte de R$ 6,6 bilhões.

O recurso deve vir com apoio do Fundo Garantidor de Crédito, com prazo até 30 de maio. O Banco Central estabeleceu 5 de agosto como limite final para a conclusão da capitalização.

Garantias enfrentam dificuldade no mercado

Inicialmente, o governo ofereceu nove terrenos públicos como garantia para a operação.

No entanto, a proposta não despertou interesse suficiente. Agora, novas alternativas estão sendo estudadas, incluindo ações de empresas públicas e outros ativos do DF.

Plano inclui cortes e fechamento de agências

Além do aporte financeiro, o BRB pretende reduzir custos para melhorar sua situação.

Entre as medidas estão o fechamento de agências e cortes em áreas consideradas pouco eficientes. A estratégia também inclui melhorias na governança e na tecnologia.

Negociações avançam com investidores

Autoridades do Distrito Federal intensificaram reuniões com investidores e reguladores.

Um dos avanços foi o interesse do fundo Quadra Capital em adquirir até R$ 15 bilhões em ativos ligados ao Banco Master, o que pode ajudar a aliviar a pressão financeira.

Agência de risco alerta para possível colapso

Apesar das tentativas de recuperação, o cenário ainda preocupa analistas.

A agência Moody’s rebaixou a nota do BRB e indicou que o banco está próximo de um possível default caso o aporte não seja concretizado. O rombo estimado já ultrapassa R$ 8 bilhões.

O caso levanta dúvidas sobre a gestão de recursos públicos e a segurança do sistema financeiro regional.

Você acredita que o banco conseguirá se recuperar ou a situação ainda pode piorar?

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