Professores de SP rejeitam proposta da prefeitura e mantêm greve na rede municipal

Em assembleia, categoria decidiu pela continuidade da paralisação iniciada em abril; próxima manifestação ocorre no dia 13 de maio.

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Cirino

08/05/2026 21:40 · Atualizado em 08/05/2026 21:43 · 3 min

Professores da rede municipal de São Paulo em assembleia decidindo pela continuidade da greve

A greve dos professores de São Paulo deve continuar após os profissionais da rede municipal rejeitarem a nova proposta de reajuste salarial apresentada pela gestão municipal.

Em assembleia realizada nesta quinta-feira (7), a categoria decidiu manter a paralisação, que já dura desde o dia 28 de abril.

A principal divergência está nos índices de aumento. Enquanto os professores buscam uma atualização de 5,4% no piso do magistério e uma valorização salarial de 14,56%, a prefeitura ofereceu um reajuste de 3,51% para todo o funcionalismo.

O valor sugerido pelo governo municipal baseia-se no Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) acumulado entre abril de 2025 e março de 2026. A proposta já passou por uma primeira votação na Câmara Municipal, mas ainda depende de um segundo turno previsto para a próxima semana.

Impasse entre sindicatos e administração

Representantes de entidades como o Sinpeem, Sinesp e Sindsep classificam a oferta como insuficiente. Segundo o Sindsep, o índice de 3,51% ficaria abaixo da inflação oficial do país (IPCA), que gira em torno de 5,5% no período analisado.

Além da questão financeira, os sindicatos alertam para pontos do projeto de lei que facilitariam a contratação temporária e trariam mudanças no cargo de professor de educação infantil.

Para as lideranças sindicais, as medidas são vistas como um risco de precarização e abertura para a privatização do setor.

A visão da Prefeitura de São Paulo

A gestão municipal defende que o impacto da proposta na folha de pagamento supera R$ 1 bilhão por ano. Com o ajuste aplicado, o piso inicial para um docente com jornada de 40 horas chegaria a R$ 5.831,88, valor que a prefeitura destaca ser 13,7% superior ao piso nacional da categoria para o ano de 2026.

A prefeitura ainda reforça que mantém uma política de valorização desde 2021 e que o reajuste de maio somaria ganhos concedidos anteriormente.

Próximos passos e regras de funcionamento

Por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo, as unidades educacionais devem manter pelo menos 70% do quadro de funcionários em atividade durante o movimento. A administração informou que as ausências não justificadas serão descontadas conforme a legislação vigente.

O movimento agora se prepara para uma nova manifestação e assembleia, marcada para o dia 13 de maio, às 14h, em frente à sede da prefeitura. Pais e responsáveis que encontrarem unidades sem atendimento devem entrar em contato com as Diretorias Regionais de Educação de sua região.

Fonte: Agência Brasil — https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-05/professoress-de-sp-rejeitam-proposta-da-prefeitura-e-greve-continua

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