Os Estados Unidos afirmaram ter impedido a passagem de navios ligados ao Irã pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
A informação foi divulgada pelo Comando Central das Forças Armadas (Centcom) e repercutida por veículos como CNN, G1 e Veja.
Operação para garantir rota segura
Segundo comunicados oficiais, navios da Marinha americana cruzaram a região para verificar e remover minas marítimas atribuídas à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.
A operação tem o objetivo de estabelecer uma nova rota segura para o tráfego de embarcações comerciais, diante de ameaças de Teerã e do bloqueio seletivo imposto pelo regime iraniano.
Irã nega bloqueio e reage
Autoridades iranianas negam que o estreito esteja formalmente fechado por suas forças e afirmam que a passagem de navios é controlada por regulamentos próprios, com permissão para embarcações consideradas "inocentes".
Em comunicados recentes, a Marinha da Guarda Revolucionária alertou que tentativas de passagem de navios militares estrangeiros serão enfrentadas com firmeza.
Trump ordena ação mais dura
O presidente Donald Trump declarou em redes sociais que instruiu a Marinha dos EUA a interceptar embarcações em águas internacionais que paguem pedágio ao Irã para usar o Estreito de Ormuz.
A medida é apresentada como forma de asfixiar o financiamento das operações militares iranianas e pressionar o regime em meio à guerra e às negociações nucleares.
Impacto no mercado de petróleo
Após o anúncio das ações no estreito, o preço do petróleo voltou a subir nos mercados internacionais, diante do risco de interrupção parcial do fluxo de cargas.
O Estreito de Ormuz concentra boa parte das exportações de petróleo do Golfo Pérsico, e qualquer instabilidade na região costuma impactar fretes, seguros e volatilidade nas bolsas.
Escalada e risco de confronto direto
Analistas veem a crescente troca de ameaças entre Washington e Teerã como um sinal de escalada na crise.
Embora ambos os lados evitem falar em conflito aberto, a presença de navios de guerra, minas e drones na região aumenta o risco de incidentes que possam levar a confronto direto.
Você teme que a disputa pelo Estreito de Ormuz provoque uma nova crise global do petróleo? Compartilhe esta notícia com quem acompanha a política internacional e o mercado de energia.