EUA dizem ter impedido passagem de navios iranianos pelo Estreito de Ormuz
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EUA dizem ter impedido passagem de navios iranianos pelo Estreito de Ormuz em meio a escalada de tensão

Comando Central dos EUA afirma ter bloqueado tráfego de embarcações ligadas ao Irã na rota estratégica do petróleo e promete rota alternativa segura.

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Cirino

15 de abr. de 2026, 21:07 · 3 min

Atualizado em 16 de abr. de 2026, 00:12

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Os Estados Unidos afirmaram ter impedido a passagem de navios ligados ao Irã pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.

A informação foi divulgada pelo Comando Central das Forças Armadas (Centcom) e repercutida por veículos como CNN, G1 e Veja.

Operação para garantir rota segura

Segundo comunicados oficiais, navios da Marinha americana cruzaram a região para verificar e remover minas marítimas atribuídas à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.

A operação tem o objetivo de estabelecer uma nova rota segura para o tráfego de embarcações comerciais, diante de ameaças de Teerã e do bloqueio seletivo imposto pelo regime iraniano.

Irã nega bloqueio e reage

Autoridades iranianas negam que o estreito esteja formalmente fechado por suas forças e afirmam que a passagem de navios é controlada por regulamentos próprios, com permissão para embarcações consideradas "inocentes".

Em comunicados recentes, a Marinha da Guarda Revolucionária alertou que tentativas de passagem de navios militares estrangeiros serão enfrentadas com firmeza.

Trump ordena ação mais dura

O presidente Donald Trump declarou em redes sociais que instruiu a Marinha dos EUA a interceptar embarcações em águas internacionais que paguem pedágio ao Irã para usar o Estreito de Ormuz.

A medida é apresentada como forma de asfixiar o financiamento das operações militares iranianas e pressionar o regime em meio à guerra e às negociações nucleares.

Impacto no mercado de petróleo

Após o anúncio das ações no estreito, o preço do petróleo voltou a subir nos mercados internacionais, diante do risco de interrupção parcial do fluxo de cargas.

O Estreito de Ormuz concentra boa parte das exportações de petróleo do Golfo Pérsico, e qualquer instabilidade na região costuma impactar fretes, seguros e volatilidade nas bolsas.

Escalada e risco de confronto direto

Analistas veem a crescente troca de ameaças entre Washington e Teerã como um sinal de escalada na crise.

Embora ambos os lados evitem falar em conflito aberto, a presença de navios de guerra, minas e drones na região aumenta o risco de incidentes que possam levar a confronto direto.

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