O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que o país deveria “ficar com” a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca no Atlântico Norte.
Em entrevista à Fox Business, repercutida pela CNN Brasil e por veículos internacionais, ele defendeu que o controle da ilha é estratégico para conter a influência de Rússia e China no Ártico.
Argumento de segurança nacional
Trump disse que os Estados Unidos precisam “controlar a Groenlândia” para evitar que potências rivais ocupem a região no futuro.
Segundo ele, a presença militar atual na ilha, fruto de acordos de defesa, não seria suficiente para garantir a segurança de longo prazo.
Ideia antiga ganha novo fôlego
O republicano já havia ventilado planos de aquisição da Groenlândia desde seu primeiro mandato, provocando reações negativas em Copenhague e em capitais europeias.
Reportagens de Agência Brasil e BBC lembram que, em fóruns como Davos, Trump chegou a falar em “negociações” para anexar o território, embora tenha descartado o uso da força militar.
Reação da Dinamarca e da Otan
Líderes dinamarqueses reiteram que a Groenlândia é parte do Reino da Dinamarca e que qualquer decisão sobre o futuro da ilha cabe apenas a Copenhague e aos groenlandeses.
Parceiros europeus da Otan também reagiram com ceticismo, destacando que tratados de defesa mútua não implicam transferência de soberania territorial.
Importância estratégica da ilha
A Groenlândia abriga bases militares dos EUA desde a Segunda Guerra Mundial e tem posição estratégica para vigilância e operações no Atlântico Norte e no Ártico.
Com o aquecimento global e o degelo acelerado, a região ganha ainda mais relevância por possíveis rotas de navegação e pela exploração de recursos naturais.
Debate sobre anexação permanece aberto
Apesar das críticas, Trump mantém o tema no centro do debate, reforçando a leitura de que Washington não pretende abrir mão da influência sobre a ilha.
A discussão volta a expor choques entre a visão de segurança dos EUA e a defesa de soberania de países aliados europeus.
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