STF atinge marca de 1,4 mil condenados pelos atos de 8 de janeiro

Balanço divulgado pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes detalha penas que variam de serviços comunitários a 27 anos de prisão.

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Cirino

08/05/2026 23:02 · Atualizado em 08/05/2026 23:03 · 3 min

Manifestantes do 8 de janeiro em Brasília.

O Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu a marca de 1.402 condenados pela participação nos atos de 8 de janeiro de 2023.

O levantamento, divulgado pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes em 29 de abril de 2026, detalha o andamento dos processos que buscam responsabilizar executores, financiadores e mentores intelectuais da invasão às sedes dos Três Poderes.

Do total de condenações, a maior parte está dividida entre sanções de reclusão e medidas alternativas.

Segundo os dados oficiais, 431 réus receberam penas de prisão e 419 foram sentenciados a penas alternativas. Além disso, 552 pessoas firmaram acordos de não persecução penal, evitando o julgamento mediante o cumprimento de condições estabelecidas pela Justiça.

Perfil das condenações e penas aplicadas

Entre os sentenciados à prisão, o grupo mais numeroso é composto por 404 pessoas que receberam a pena de um ano, o que representa cerca de 28% das decisões.

Outro grupo significativo, com 213 réus, foi condenado a 14 anos de reclusão. A pena mais severa registrada até o momento foi aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Atualmente, 190 acusados permanecem no sistema prisional. Desse total, 169 já cumprem a execução definitiva da pena, enquanto 21 seguem sob prisão provisória.

O relatório destaca que o Judiciário concluiu recentemente as etapas processuais de grupos estratégicos, encerrando a fase de execução para o chamado Núcleo 2.

Os julgamentos ganharam ritmo ao longo do último ano, quando a Primeira Turma do STF realizou 21 sessões dedicadas exclusivamente ao tema.

Nessas ocasiões, foram analisados réus ligados a diferentes esferas de atuação, como os núcleos estratégico, de execução e de desinformação. O resultado desse esforço concentrado somou 29 condenações e apenas duas absolvições.

Próximos passos e execução penal

Com a determinação do ministro Alexandre de Moraes na última sexta-feira, 24 de abril, a execução definitiva das penas para os últimos grupos pendentes foi iniciada.

Isso significa que o processo de punição para os núcleos um, três e quatro já está em fase avançada, consolidando a resposta institucional aos episódios de depredação do patrimônio público.

  • Executores diretos: foco naqueles que invadiram os prédios.

  • Mentores e financiadores: investigação sobre a origem dos recursos e planejamento.

  • Desinformação: punição para quem propagou notícias falsas que incentivaram o movimento.

A atuação do STF reforça o compromisso com a preservação da ordem democrática e a integridade das instituições brasileiras.

O encerramento desses ciclos processuais permite que o sistema judiciário avance para as etapas finais de monitoramento do cumprimento das sentenças impostas aos envolvidos na trama golpista.

Fonte: Agência Brasil — https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2026-04/supremo-chega-14-mil-condenados-pelos-atos-golpistas

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